out 04 2011

Chapada dos Veadeiros – Catarata dos Couros

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Olá viajantes. Este post está longe de ser um post sobre o que a Chapada dos Veadeiros oferece de bom, isso daria uns 10 posts ! No entanto, é dedicado ao local mais fantástico que conheço nela: A Catarata dos Couros. É um passeio que gosto de fazer num único dia. Um bate e volta no domingo saindo de Brasília cedo é uma boa pedida para os que gostam de estrada ( 460 km ida e volta ).

A cada vez que visito esse local, pergunto-me como um paraíso desses ainda não caiu na mão do turismo de luxo ou no de deterioração. Talvez por estar num local remoto, longe de tudo e sem absolutamente nenhuma infra-estrutura num raio de 20 km. Portanto, aproveite e conserve enquanto existe …

A Catarata dos Couros fica a aproximadamente 230 km de Brasília. O acesso é via BR010, ou seja, a estrada de asfalto que leva os turistas de Brasília a Alto Paraíso.  Portanto, rodando no sentido Brasília DF x Alto Paraíso GO, 10 km antes de chegar no suposto destino, há uma estrada de chão à esquerda, sinalizada com uma placa padronizada “Catarata dos Couros”. Esse trecho de chão tem aproximadamente 35 km. Durante a seca é bem tranquilo de percorrê-lo, porém com as chuvas as subidas de cascalho do meio para o final do caminho pode complicar tentativas dos veículos 4×2.

Baixe o TrackLog aqui !

Caminho pela BR010 até a entrada para a estrada de chão para Couros

O caminho não é muito simples e não se pode dosar o acelerador em segunda marcha nos trechos de areia fofa, do contrário, pode agarrar na areia caso se vá em carro de passeio. Portanto, nos trechos mais longos de areia pise sem dó. Se agarrou, não se desespere, são trechos de areia rasa onde facilmente pode ser desatolado usando os tapetes do carro ( essa dica ainda darei no blog! )

 

São necessárias três conversões que não são sinalizadas. A primeira ocorre numa espécie de trevo a aproximadamente 25 km após o início da estrada de chão. Deve-se entrar à direita, numa conversão de quase 120 graus, onde há uma placa indicando “guincho” e um telefone. Após essa entrada, passa-se por uma ponte de descida perigosíssima, portanto, freie antes! Passada a ponte há uma casa abandonada èsquerda. No altiplano, vire a segunda a esquerda e depois a primeira a direita e siga até o pequeno estacionamento antes da cachoeira.

Do estacionamento até a primeira queda, apropriada para banho, são aproximadamente 400 metros de caminhada tranquila. Assim, dispense seu 4×4 nesse trecho, não há necessidade de levantar poeira e plantas na trilha bonitinha que liga o estacionamento ao poço para banho.

 

Vale do Rio dos Couros, vista da parte de cima das três quedas do poço

 

A atração possui basicamente quatro trechos: o primeiro, onde a trilha chega, é a parte de cima das quedas ( foto acima ) do poço para banho.  Na época de chuvas a queda é mais brava e o banho menos tranquilo. O segundo trecho consiste nos poços para banho.

Poços para banho na Catarata dos Couros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seguindo a frente, há a trilha ( terceiro trecho ) que leva até a enorme queda dágua que cai num grande canion ( quarto trecho ). Entre o poço e a queda para o canion existem aproximadamente 400 metros de trilha já com maior dificuldade que a anterior ( pedras e subidas ). O visual do canion é fantástico, dá vontade de pular de asa delta dentro dele!

Pôr do Sol no Canion da Catarata dos Couros

Início do Canion do Rio dos Couros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bom, fica a dica para o local que considero mais tranquilo e fantástico da Chapada dos Veadeiros. Visite, curta e preserve.

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ago 25 2011

Pulo no Pantanal – Bonito MS – Belo paraíso colorido

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Intro

Essa é uma daquelas boas viagens de última hora. Sem planejamento mas obviamente com preparação ( considero coisas distintas :-) ). Planejamento seria estabelecer cronogramas e estimativas precisas de custo diário, Preparação é ir para uma trilha com itens como repelente, lanterna e roupa de banho.

 

A idéia era aproveitar o feriado de Corpus Christ na quinta-feira e tocar de carro para alguma redondeza do Centro-Oeste. O Jalapa mais um vez veio à cabeça. Pertinho ( menos de 1 dia de viagem ) era a opção número 1. Porém a viatura 4×4 não ficou pronta, o Preto Velho ainda está na cirurgia cardíaca. E Jalapa de Palio Palito é complicado para fazer solo, dado que a região tem muita areia fofa em suas estradas.

 

Assim, veio para o topo um antigo candidato dos belos lugares brasileiros : Bonito – MS. 1380 km só de ida com 4 dias de folga era bastante complicado para uma viagem inteiramente de carro. Relação tempo na estrada/tempo total livre bateria os 40%.

 

Passagem

Em uma passagem pelo aeroporto, 5 dias antes do feriado, consultei a possibilidade de queimar umas milhas tocando para Campo Grande. Voila: Uns voos doidos pela madrugada estavam disponíveis. A TAM tem opções interessantes para ir e voltar a partir de Brasília: 11:40 pm com conexão em Cuiabá, chegando a Campo grande 2:50 am. Volta segundona blues ( trabalhar sem dormir ) 4 am chegando 7 am em Brasília com escala em Goiânia.
Estadia
E lugar para dormir em Bonito disponível apenas 48 horas antes do voo? O bom e velho albergue, ou “hostel” para os gastadores de inglês. E Bonito tem ! Filiando ainda a Hosteling International. 32 pratas a diária para alberguistas. O duro desses hostels filiados a HI é que você não pode dormir sozinho num quarto duplo, somente em dormitório, mesmo pagando pelo quarto inteiro :-( …  Lá vai eu, nem 2 meses depois de ter pisado na ex União Soviética, seguir para mais um albergue.
Então, esta aí
http://www.ajbonito.com.br/
O hostel é bem completão. Staff preparado, espaço bem amplo, lavanderia, piscina, sinuca, cozinha e cerveja em garrafa. R$3,00 a lata, R$8,00 sanduíche. Há um mercado ( Mercado Formoso )  na rua principal ( a Coronel ) a uns 400 metros do Hostel. Faça suas comprinhas por lá.
Dia 0 – Campo Grande x Bonito
Chego a Campo Grande 3 am. Os ônibus executivos do aeroporto até o centro não funcionam regularmente nesse horário e, mesmo funcionando, não te levam até a Rodoviária para pegar um busão catajeca de 5 horas para Bonito. Os taxis pedem na faixa de 40 pratas.

 

Solução daMontanha: MotoTáxi  a 10 pilas. Portanto, mais uma vantagem para aqueles que optam levar a bagagem nas costas ao invés de sobre rodinhas.
Segue o tel 3325-2001.
Rodoviária de Campo Grande : é razoável. A lanchonete fica aberta 24 horas e algumas empresas ficam com o guichê aberto madrugada adentro, com exceção da empresa Cruzeiro do Sul claro! ( única empresa que faz Campo Grande x Bonito ).
O guichê da Cruzeiro do Sul abre 5 am. Esperei lá ainda sem dormir e… não havia mais passagens para 7 am. Ok, tem outro ônibus 9 am e assim pudei para dentro. Detalhe: não aceitam cartão. Portanto, tenha 110 paus no bolso para comprar ida e volta Campo Grande x Bonito.

 

Daí com os olhos vermelhos, pedi ajuda novamente aos MotoTáxi para me levarem para um hotel barato para mim dar um valioso cochilo de 3 horas ( 5:30 – 8:30). Fui parar no “Dormitório PriPan”. Quebrada perto do hospital Universitário da UFMS. Para o cochilo valeu a pena: quarto limpo, banho quente e café meia boca com pão doce e café com leite.  R$30 . Como disse o Mototaxista: “são 3 horas que valem para pelo menos esticar o esqueleto” :-b

 

E lá vamos nós no Pau de Arara do Pantanal… O busão da Cruzeiro do Sul tem ar-condicionado mas as janelas não são lacradas. Desce e sobe gente o tempo todo. Compre uma poltrona na janela, uma cerveja e desmaie meu amigo! Se o trocador pedir a passagem… ele te acorda sem problemas. ( Os ônibus que não são direto vão com trocador com caneta na orelha e tudo ).
13:30 e chego a Bonito. Típica cidade do interior do MS: ruas planejadas, planas, muita poeira, vegetação seca e grandes fazendas de gado a volta. Da rodoviária ao hostel dá uns 2 km de caminhada. No entanto, dê uma ligada que a van deles te busca numa boa e com a cara boa também. Vantagens de hostel HI, mesmo na casa do caixa prego.

 

Bom, chegando às 14h encaro o velho problema das cidades ecoturisticas: não existem programas a serem iniciados durante a tarde. Neguim acorda 7 am para ficar a toa 3 horas da tarde. Sem escolha, já agendei meus passeios para o resto do feriado ( Faça isso o quanto antes! lota tudo rápido em Bonito ) e aluguei uma bike por 9 pratas no Hostel.
Toquei para o Balneário municipal.

 

Balneário Municipal

Balneário Municipal Bonito MS

Balneário Municipal - Bonito MS

Sempre que você não tiver nada para fazer, vão te sugerir o Balneário Municipal. Achei que fosse um piscinão de ramos, mas ao chegar me surpreendi com a organização do local. Distante a 7 km do centro de Bonito, dá uma meia hora de bicicleta. O caminho é pela estrada asfaltada na saída para Campo Grande. Rode os quase 7 km até uma grande rotatória, nela vire a esquerta e com mais 300 metros estará no Balneário. O caminho é bem plano, sem dificuldades. A entrada é r$10,00. Para finalizar o dia, uma das poucas diversões noturnas da cidade: música ao vivo no bar/restaurante TaBoa ( é o nome da cachaça lá produzida, feita de taboa ).
bicicleta bonito

Magrela que aluguei no Bonito Hostel HI.

Dia 1

Preparado para fazer 2 passeios na sexta-feira, flutuação no Rio Sucuri ( R$120 ) e descida de bote pelo rio Formoso ( R$60 ) recebi a informação de que havia uma vaga no famoso passeio no Rio da Prata ( R$200,00 ), que leva o dia inteiro. Café da manhã para dentro, pegamos a van do Albergue para o passeio no Buraco das Araras ( R$30,00 ) , que fica pertinho do Rio da Prata, que seria feito em seguida. ( Transporte : R$35,00 Rio da Prata + R$10,00 Buraco das Araras ).

Buraco das Araras

Distante +-40 km de Bonito, o Senhor Modesto administra uma pequena propriedade de 200 hectares, habitat de aproximadamente 50 casais de araras vermelhas. A visitação dura +- 40 minutos numa volta pela circunferência do buraco, com 500 m de circunferência e uns 80 m de profundidade. Realmente é possível ver vários casais de araras no local, em razantes pelo buraco.

Rio da Prata
Se você só tiver 1 único dia em Bonito, gaste-o no Rio da Prata. Bonito tem atrações reamente lindas, mas o snorkeling em águas critalinas é ícone dessa cidade, não é ?

O passeio dura de 2 a 3 horas, e como tudo na região, com almoço incluído ( opte pelo horário de 10 da manhã, menos cheio e vai conseguir almoçar antes das 14 horas ). Custo: R$200,00 por pessoa. Itens inclusos: roupa de mergulho e máscara. Opcional : câmera subaquática ( R$30,00 ), ao final gravam suas fotos em CD ou pen drive.

O passeio começa pegando carona nas belas caminhonetes da fazenda. Após, uma caminhada de uns 20 minutos até o rio. Portanto, leve um bom calçado para caminhada e prepare-se para sentir calor pois já estará vestido com roupa de mergulho. O restante das suas coisas ficam em sacos plásticos entregues logo ao fim do passeio na saída do rio.

O rio é fantástico. Não é necessário experiência com mergulho, mas gaste alguns minutos antes, na água, aprendendo a usar a máscara e flutuar ( a roupa ajuda ). Você verá pelo menos 4 espécies de peixes: dourados, piraputanga, pintado e Curimbatá ( fica beijando o fundo do rio ). E na verdade, o trecho cristalino cheio de peixes e água próxima de confortáveis 20 graus é um pequeno afluente do Rio da Prata. Este último é mais turvo e apenas o trecho final do passeio é feito nele.

Curimbatá posando tranquilo para a câmera

Aprendendo a afundar e olhar para a câmera

Dia 2 Boca da Onça

Esse é um dos passeios mais longes de Bonito. São quase 40 km de estradão de chão ( está sendo asfaltada na maior parte do trecho, ligando Bonito a Bodoquena ). Na verdade, a Boca da Onça pertence ao município de Bodoquena, que fica a norte de Bonito. O caminho é, saindo do centro de Bonito, subir a avenida principal ( Coronel ), sim subir porque a saída para Bodoquena é na parte mais alta da avenida. Depois de alguns quebra-molas altos, terá uma placa à direita indicando a Boca-da-Onça/Bodoquena. Essa segunda estrada é asfaltada nos primeiros quilômetros, mas ainda está em obras.
Pela Boca-da-Onça ( R$120,00 ) paguei mais que o grandioso parque Plitivice Lakes na Croácia. Bom, coisas de Bonito.

O local é interessante. Logo na entrada um casal de Siriema nos esperava em frente a grande sede da fazenda. Lá a opção de fazer ou não um rapel numa plataforma a mais de 100 metros do chão, de gelar a barriga ! Para os que optaram pelo rapel ( R$300,00 ) é feito um aquecimento na sede da fazenda numa miniplataforma a 5 metros do chão. Eu acabei optando por descer a longa escadaria de madeira a pé mesmo, onde foi possível fotografar a turma dependurada.

Rapel na Boca da Onça. Bonito MS



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Abaixo uma das fotos que mais gostei de Bonito: a Cachoeira da Boca da Onça e o Vale da região, vista da escadaria de madeira que desce da plataforma do rapel. Note os pássaros a volta. Como disse uma amiga: “parece paisagem de Senhor dos Anéis” hehe!
Vista do vale da Boca da Onça – Bonito MS

Dia 3 Grutas de São Miguel e Gruta do Lago Azul

Domingo. Meu último dia em Bonito. Passeios programados para debaixo da terra. Assim, eu faria as 3 modalidades disponíveis: rio ( mergulho ), cachoeira e agora caverna: Gruta São Miguel e Gruta Azul. E foi oportuno ficar quentinho deibaixo da terra : uma frente fria gelou a região em 24 horas. Mas era frio mesmo! Acreditem, fez 5 graus na madrugada anterior. Eu nunca imaginava algo assim em pleno pantanal que beira 30 graus boa parte do dia e bem úmido.

Lembrei das minhas aulas de geografia no pré-vestibular ( que aliás, considero o o momento que mais adquirimos ensino científico geral na vida ) … tratava-se da Friagem, a tal historinha da “polar atlânica que sai lá dos pinguins e vem parar no sul da Amazônia, passando pelo corredor que é o pantanal”. Achava balela como uma massa de ar frio de tão longe viesse a esfriar um pedação do continente… mas era verdade! Eu tinha o mínimo para aguentar tanto frio e confesso que foi por pouco que não tive problemas com o vento gelado que cortava a região.

Gruta Azul. Bonito - MS

A gruta São Miguel ( R$30,00 ) é curtinha, mas é uma visita rápida que não atrapalha em nada a visita a Gruta Azul ( R$35,00 ), essa sim fantástica.

Bom, findo os passeios que podem ser feitos pela manhã, fiquei com a tarde livre mas impossível de encarar algo para preencher o dia dado o vento gelado. Acho que nem o Balneário Municipal caberia dessa vez! Fechamos uma van Bonito x Campo Grande por R$60,00 por pessoa. Iria encarar a madrugada no aeroporto no pontual vôo Campo Grande x Brasília da TAM às 3 am, com escala em Goiânia.

Portanto, Bonito é possível de se fazer com um feriado prolongado. Pode ser interessante para ir sozinho, já que existe a opção do Hostel ( cheio de gringos). No entanto, terá que encaixar sua programação nas opções de transporte coletivos disponíveis – vans – ( tudo é longe ) para não morrer numa grana preta em táxi ou mototáxi. Para as famílias também é diversão garantida, mas prepare para gastar até R$600 por dia com passeios (  família de 3 pessoas ), já que não existem opções fora do circuito oficial e ultraturístico da cidade.

Baixe aqui o bom tracklog do TrackMaker  para seu GPS

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ago 23 2011

Rodando de caiaque na fazenda Taboquinha – DF

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A fazenda Taboquinha é velha conhecida pelos jipeiros, motociclistas e galera do pedal do DF. No entanto, eu ainda não a tinha visto pelo ponto de vista náutico.

Pois é… numa curta manhã de sábado eu e um amigo com uma canoa canadense mapeamos alguns pontos interessantes para andar de caiaque por lá. A principal atração é o rio São Bartolomeu, que corta a fazenda. Durante o verão o riacho Taboquinha também pode ser aproveitado dado a lâmina dágua superior a 20 cm, que permite os caiaques e a canoa navegarem por lá.

Ponto do São Bartolomeu próximo a Prainha ( -15,877521 , -47,70982 )

Os pontos de resgate estão marcados com âncora no Tracklog. Basicamente estão no ponto de acesso ao rio onde acontecem as raves na fazenda ( -15,86831, -47,715426 ) e a Prainha, no ponto descrito na foto acima.

Para se chegar na fazenda, suba a ponte JK em direção a ESAF. Próximo a ESAF localiza a Estrada Avenida do Sol que sai próximo ao comércio. Desça 6 km até o comércio Serrana onde haverá uma entrada à direita, indicando o Condomínio Ouro Vermelho II. Siga por essa estrada por mais 3 km onde haverá um parquinho à esquerda da estrada. Após o parquinho, pegue a primeira estrada de chão à esquerda que já dará acesso a fazenda Taboquinha. A entrada é R$10,00 por pessoa.

Tracklog pode ser baixado aqui

Assim como outros na valiosa página de Tracklogs

Não esqueça do colete salva-vidas e capacete. Bom proveito!

 

 

 

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abr 23 2011

Espiando pela (ex)Cortina de Ferro

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Começo com uma típica frase do meu irmão: “É meu amigo!…” usada para dizer coisas como “Não é brincadeira não” ou “Está achando o quê?”

A frase ilustra bem o rolé que, a convite de um amigo, entrei de cabeça para realizar…

Estou aqui na República Tcheca tomando a legítima cerveja Pilsen por R$2,50 a caneca de meio litro hehe! A idéia é rodar por Praga e Cest Krumlov ( República Theca ), Cracóvia ( Polônia ), Bratislava ( Eslováquia ), Budapeste ( Hungria ), Viena ( Áustria ), Ljubljana ( Eslovênia ) e litoral Croata ( Dubrovnik etc ).

Infelizmente meu velho GPS Garmin 60 C está preguiçoso e murrinhento para funcionar. Não sei exatamente porque, mas a recepção do bicho não anda boa. Portanto, vou ficar devendo o que de mais valioso tem no DaMontanha: as georeferências e tracklogs :-( . Mas confiram o lado B que podem encontrar de bom nas cidades do Velho Mundo Leste…

Praga

Vamos ao que interessa: o Castelo de Praga é sensacional, a Charles Brigde o mesmo e por aí vai.

Vista da Torre do Relógio - Old Square

Mas como de costume, melhor evitar o óbvio e passar o que  tem de mais pitoresco :

Monastério Strahov :

Monastério muito bem conservado que está lucrando com venda de cervejas caseiras, sim, os próprios caras fazem dois tipos de cervja: preta e pilsen. Por isso fui parar lá, e sincerament, o lugar não tem o corre corre de turistas, ou seja, paz para tomar uma. A 40 Kc ( aproximadamente 2 euros ) você bebe uma boa caneca. O Monastério fica na estação Prlop ou algo assim ( a corrigir ). Há bons restaurantes por lá também. ( continua )

Monastério Strahov

Dia 2 : Museu comunista e entendendo a cidade

No dia anterior fomos a um club bastante interessante:  Lucerna. Festa com praticamente apena nativos num club enorme. A festa era de vídeos dos anos 80 muito bem selecionados. Músicas que dificilmente tocam nas festas 80 do Brasil : bandas como Human League por exemplo.

Apesar do pouco sono, encaramos rodar pela cidade no Jewish Quarter ( bairro judeu ) e visitar o Museu Comunista. Este último fica bem escondido, usando a mesma entrada de um Cassino e McDonalds! Uma ótima ironia ! Apesar de meio derrubada a entrada e ser um museu sem muitos requintes ( comunista ora ! ) vale a pena visitá-lo. Dá para sentir o que foi a invasão soviética de 69 na República Tcheca e a Primavera de Praga.

Dia 3 : Dia de seguir em frente

Separamos o último dia para acordar cedo e visitar Kutna Hora: uma pequena cidade tcheca onde há uma curiosa Igreja de Ossos, além de outras catedrais e belas ruas do século 19. A visita é um alívio em relação a tumultuada Praga. São menos turistas e melhor acesso aos monumentos.

Depois foi encarar o trem noturno de Praga para Cracóvia – Polônia que sai às 21:17. Compramos uma cabine dupla por 47 euros cada um. Apesar de não ser de primeira classe ( não há nesse trem ), é uma ótima cabine. Os lugares comuns são vendidos a 27 euros, vale a pena os 20 euros a mais.

Dia 4 : Chegada na Cracóvia

Cracóvia é menor que Praga, no entanto, belíssima cidade também. Centro histórico bem completo com um lindo castelo ao fundo. Deixamos para ir até lá no último dia quando teremos tempo para uma visita guiada.

Meio tontos após a chegada do trem noturno às 6:30 am, fomos até o Greg & Tom Hostel Junior a pé mesmo. 10 minutos de caminhada. O hostel é otimo! Café da manhã e jantar incluídos.

Neste dia fizemos a visita a Mina de Sal, de 3 horas. Excelente passeio.

Dia 5: Rodando por campos de concentração

8 am e já de pé no ponto do busão para Auschwitz. O museu de Auschwitz é o mais completo sobre os campos de concentração. O passeio é pesado mentalmente mas vale a pena para entender o que se passou por aqui. Guias com bom inglês e fones de ouvido para melhor acompanhar as explicações esão disponíveis

Alojamento subhumano em Aushwitz

Ao final do dia fomos dar uma volta pelo bairro judeu, por meio de uma Free Walking Tour onde comi esse sanduichão ai hehe! Zapiekanka

Zapiakanka : sanduichão animal típico na Polônia, especialidade em Kazimierz ( bairro judeu )

As free walking tours são uma opção interessante para se conhecer a parte histórica das cidades européias. Guias cadastrados aguardam geralmente 2 vezes ao dia em 1 ou 2 pontos da cidade em horários já pré-estabelecidos e divulgados pelos parceiros ( hotéis, hostels etc ). Duram em média 2 horas e feitas em inglês e a pé. Na Cracóvia elas são interessantes pois são feitas apenas por poloneses que se orgulham de conseguirem uma licença para isso. Ao final, uma gorjeta de +-10 zloty ( 2/3 euros ) é bem-vinda.

Dica daMontanha: há um monte na cidade no qual você poderá ver a Cracóvia em 360 graus. Não é nada turístico e fui levado lá por um amigo polonês. Chama-se Kościuszko Mound. Consegui coordenadas de lá, com pequeno tracklog ( o Garmin está aos poucos voltando a vida ) logo disponibilizo :-) .

Kosciuszko Mount

Dia 6 Rodando pelo Castelo do Dragão :-)

Deixamos o último dia para conhecer com calma o castelo de Cracóvia e alguns pontos onde viveu o Papa João Paulo II ( Cracóvia é onde ele cresceu ). O Castelo é bem imponente e com a maioria das atrações de graça. Aliás, isso é interessante aqui pelo leste Europeu: é posssível entrar em quase tudo de graça, pois sempre reservam parte do monumento como paga. Exemplo: na Catedral do Castelo Wowel paga-se apenas se quiser subir na torre do sino. Atrás do castelo há um dragão de bronze que expele fogo de 3 em 3 min hehe! O dragaozinho é um símbolo da Cracóvia.

Dragão do Castelo Wowel na Cracóvia

Ao final do dia pegamos o trem noturno de 21:57 para Budapeste. Meu amigo… parecia o famoso Night Train do Guns N’ Roses: trem velhão com cabines do tempo do comunismo. “Ready to Crash and Burn”  hehe. Paguei 50 euros para uma cabine para 4 pessoas ( o mesmo valor é cobrado de Praga a Cracóvia por uma cabine dupla mais arrumada e limpa ).

A galera se amontoou nas cabines para 4. Comemoramos a acertada da semana ! Só viemos eu e meu amigo na nossa cabine, numa viagem que durou 14 horas !!!  Quando a duração prevista era de 10. Motivo: a segunda locomotiva que pegaria a gente no meio do caminho ( você dorme no vagão, mas é possível que durante a noite, sem perceber, seu vagão seja tocado por diferentes locomotivas ) atropelou um cara e atrasou 3 horas para chegar na Eslováquia ( meio do caminho ).

Trem Noturno Cracóvia - Budapeste

Dia 7 : Começando em Budapeste

Ao chegar já entendi a mudança em relação a Cracóvia: Budapeste é uma cidade grande, com vida de capital. Trânsito pesado, gente andando para todo lado e uma língua mais estranha que as línguas eslavas que pelo menos sabíamos dizer um “por favor” e “obrigado”. O hostel Tiger Tim é como muitos outros de Budapeste: localiza-se no centro num velho prédio que dá receio só de entrar na portaria, mas por dentro, quartos novos e limpos.

A cidade aflora presença forte, orgulho dos Magyars ( povo Húngaro ). Aproveitamos para na tarde mesmo rodar próximo do Parlamento ( entre os maiores da Europa ) e do memorial aos judeus Húngaros mortos em guerra. Ao final, por do sol na Chain Bridge, principal ponte da cidade.

Prédio do Hostel Tiger Tim: fachadas velhas e da década de 50

Chain Bridge cortando o Rio Danúbio - Budapeste

Dia 8 : Toda cidade do Leste Europeu tem seu castelo…

Após uma noite mal dormida por ter tomado umas no Club Corvinus, tocamos o famoso passeio pelo castelo em Buda ( o Danúbio separa duas antigas cidades que se uniram com a ponte : Buda e Peste ).

Dia 9: Domingão descansando nas termais

Era primeiro de maio e várias atrações estavam fechadas. Domingão chuvoso em sem graça. Programa ? Curtir os banhos quentes de Budapeste, atração popular na cidade: vai nativo, turista, famílias etc. Nunca imaginei botar uma sunga em plena Europa continental num frio de 14 graus, mas é uma ótima experiência, e as águas realmente são quentes.

Termais do Central Park em Budapeste

Dia 9: segunda-feira vai ter que render

Dada a chuvada do dia anterior, segunda-feira, último dia em Budapeste, era dia de tirar o atraso para conhecer várias atrações deixadas para trás. Após encontrar o Parlamento fechado devido um evento :-( , toquei para o Nemento parque. A idéia do parque é interessante: o comunismo nos antigos países da cortina de ferro é assunto pior que nossa ditadura. Tudo foi execrado! Estações reformadas, monumentos de heróis soviéticos arrancados e destruídos. No entanto, em Budapeste criaram um “cemitério” para esses monumentos. Isso é o que consiste o Nemento Parque. 4500 Florents ( +- 18 euros ) busão com entrada incluída ( achei caro …)

Estátua de bronze comunista no Nemento Park

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mar 20 2011

Estrada Real – Caminho dos Diamantes + Serra do Cipó em 3 dias

Published by under Sudesde

Região : Minas Gerais – Vale do Jequitinhonha e Quadrilátero Ferrífero.

Trecho: Brasília – Diamantina – Serro – Conceição do Mato Dentro – Cardeal Motta (Serra do Cipó) – Ouro Preto.

Distância percorrida ( ida) : 1800 km

Início da idéia: Sábado de carnaval, dia de botar o pé na estrada. Eu estava com planos para ir ao Jalapão – TO durante o carnaval, mas acordei no dia anterior com uma nova idéia para visitar uma região que ainda não conhecia e de quebra viver um bom carnaval: o Caminho dos Diamantes na Estrada Real.

Até então eu tivera oportunidade de conhecer os Caminhos Velho e Caminho Novo na Estrada Real, percorrendo algumas cidades mineiras ao sul de Ouro Preto, como São João Del Rey, Miguel Pereira, São Thomé das Letras. No entanto, a “parte de cima” ainda desconhecia. Portanto, era motivo para uma boa viagem em um feriado longo como é o carnaval.

Dia 1Brasília x Diamantina via BR-040 , BR 259 e BR 367

Distância : 730 km.

Trecho aconselhável entre Brasília e Diamantina. BR 040 e BR 259 estão ótimas.


Como não tenho nenhum problema com o fato de viajar a noite e prefiro uma madrugada bem dormida do que uma viagem durante o dia cansado, a saída de Brasília foi por volta de meio-dia com destino a Diamantina. Sabia que nessa época seria impossível conseguir uma pousada durante o carnaval, e ainda mais para 1 ou 2 diárias apenas. Logo, parti já para um camping e fiz uma reserva no Camping São Pedro ( http://www.diamantinaminas.com.br/ ).

A BR-040 há uns 2 anos tem se mantido muito boa. Não há dificuldades nos 600 km entre Brasília e Felixlândia.

Para pegar o trevo para Curvelo ( BR 259 ) no sentido Brasília x BH é necessário muita atenção. Não há placas. Após placas para a entrada para Felixlândia, rode por aproximadamente 10 km com atenção para ver um retorno à direita que dará acesso para cruzar a pista e pegar a entrada a èsquerda da 040 para ir para Curvelo.

A partir daí, são 50 km numa estrada absolutamente deserta e com irregularidades no asfalto. Portanto, esteja abastecido. Após Curvelo, são aproximadamente 120 km até Diamantina, passando pela entrada para Gouvea. A BR-259 passa por dentro de Curvelo e é necessário paciência pelas ruas calçadas com parelelepípedo. A sinalização é boa para continuar a viagem para Diamantina.

Bom, 23h e finalmente eu estava no trecho da BR 367 que beira Diamantina. Há placas indicando a AABB e o Aeroporto. Para quem quer sossego e preços interessantes de hospedagem, é uma opção ficar em alguns hotéis por essa região. Mas meu destino era o centro histórico, mais especificamente o Camping São Pedro, da Dona Marilac. O camping fica no final da rua das Camélias. ( << referência >> ) É bem estruturado com grandes banheiros e capacidade para dezenas de barracas. No entanto, os preços praticados no carnaval são bastante oportunistas: R$45,00 a diária com café da manhã. Lembre que é um camping…

Ruas do centro histórico de Diamantina. Noite de sábado.

O carnaval em Diamantina tem um bom astral: ruas lotadas de estudantes de variás cidades do país e repúblicas abarrotadas de gente festejando, mesmo com chuva incessante.

Dia 2: Diamantina x Serro x Conceição do Mato Dentro

Pela manhã resolvi explorar a cidade. O conselho aqui é que o carnaval decididamente é um período de conhecimento do movimento das ruas de Diamantina, e não do interior de seus casarios e igrejas ! Ou seja, tudo fica fechado. No entanto, fiquei surpreso com a bela estradinha até o Cruzeiro da cidade e o mirante de pedras onde o cruzeiro está.

Vista da parte de trás do Cruzeiro de Diamantina

Estrada para o Cruzeiro - Diamantina MG

Saindo do Cruzeiro, fui conhecer o Caminho dos Escravos. A sinalização na cidade começa a partir da ponte principal, apesar de confusa. As primeiras centenas de metros são dentro da própria cidade e, portanto, não vale muito a pena. No entanto a partir do ponto << >> não é possível mais seguir de carro pelo caminho e aí começa a trilha a pé. A parte final do caminho é muito bonita, passando por uma pequena cachoeira.

Caminho dos Escravos. Foto: Prefeitura de Diamantina

Fim do passeio, hora do almoço, tempo de continuar o Caminho dos Diamantes. Como chovia muito, a estrada para Milho Verde poderia estar complicada para um 4×2. Logo, segui para Serro passando por Datas, via asfalto. Nesse caminho é possível passar próximo a nascente do Rio Jequitinhonha, numa área protegida de desmatamento e com a paisagem típica da região: rupestre e de cerrado. << referencia >>

Serro é uma pequena cidade com um casario colonial muito bem conservado. Me surpreendeu a limpeza da cidade e a hospitalidade. Há um Centro de Informações Turísticas << referência >> na descida da escadaria para o centro histórico da cidade ( foto abaixo ). Foi o único centro que encontrei funcionando durante todo o carnaval ( nas demais cidades, inclusive Ouro Preto, estavam fechados). Meus agradecimentos a Marcelo e Ana Paula que trabalhavam no centro em pleno domingo e me deram boas informações sobre Serro, inclusive sobre a festa do Rosário, grande festa da cidade que acontece no início de julho.

Escadaria para o centro histórico em Serro - MG

Após comprar um bom queijo e uma cachaça na cidade, segui para Conceição do Mato Dentro. Eram pouco mais de 16 horas e teria que enfrentar 65 km de estrada de chão. A estrada não mostrou dificuldades mesmo em plena chuva, mas não permite velocidades superiores a 40 km/h para os mais cuidadosos com o carro.

Vídeo Estrada Serro x Conceição do Mato Dentro

Estrada Serro x Conceição do Mato Dentro

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jan 03 2011

Expedição Rumo Sul – Litoral Catarinense e Rio Grandense

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Dia 0 – a véspera : Estamos no dia 0 ( zero ) da Rumo Sul, viagem de 1 semana com fôlego para percorrer por volta de 3.300. O trecho planejado passará por Juiz de Fora, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Torres (RS), com retorno por todo o litoral catarinense e serra Graciosa. Neste ultimo ponto haverá a decisão de enfiarmos mata a dentro em direção a Cananéia – SP para alcançarmos a velha Rio x Santos ou seguir para São Paulo mesmo.

Malas prontas, mapas carregados no velho Garmin, água e óleo conferidos, reserva de estadia feita só para o primeiro dia hehehe! Afinal… é o suficiente! Ao final do dia 1 será postado o primeiro trecho, entre Juiz de Fora – MG e Curitiba – PR, sem novidades quanto ao caminho.

Rota MapSource – clique aqui

Dia 1 : rodar, rodar …

Conseguimos rodar os 915 km do Posto Salvaterra em Juiz de Fora-MG até o Hotel Fórmule 1 em Curitiba em 11 horas e 40 minutos. O que foi motivo de alegria, já que há trechos que podem compromoter o sucesso da viagem em um único dia, como a marginal Tietê – São Paulo, e a Serra do Cafezal, no trecho da Regis Bittencourt ( estrada que vai de São Paulo a Curitiba ).

Caminho: Origem – Juiz de Fora MG usamos a BR-040 até Levi Gasparian.

Nesse trecho se paga 1 pedágio ( R$9,70 ). O caminho usual e roteado pelo TrackSource* o leva até Três Rios, alguns quilômetros depois. Porém, no caminho escolhido se economiza uns 20 km. De Levi Gasparian, vai-se até Três Rios. A partir de Três Rios, o trecho a ser percorrido são 120 km pela BR-393 até Volta Redonda. Estrada com pista simples e pela qual se cobra pedágio infelizmente.

Volta Redonda – São Paulo

A partir de Volta Redonda você estará na Dutra e a viagem rende para valer. Para atravessar Volta Redonda, tenha paciência, poderá pegar trânsito pesado. A cidade é relativamente bem sinalizada, mas é importante não subir nenhum viaduto. O caminho é praticamente todo beirando a antiga CSN ( siderúrgica ), nos muros da qual se enxerga os reservatórios da White Martins.

A parada para almoço poderá ser feita num Shopping em São José dos Campos-SP, bem na beira da estrada na saída 147 da Dutra. ( continua )

Tracklog clique aqui

Dia 2 – Extremo da Rumo Sul

Trecho: Curitiba PR x Torres RS

Distância : 560 km pela BR-101

Caminho: Curitiba é uma cidade muito bem sinalizada, aliás, nunca vi nada igual. Há placas indicando o Aeroporto e a BR-367 para Florianópolis por toda a cidade. A partir do centro querendo-se ir para Florianópolis, pode ser tomada as indicações para o Aeroporto sem problemas, já que somente após a saída da cidade é que a BR-367 ( ou BR-101 ou Regis Bittencourt, é tudo a mesma coisa ) é que Aeroporto e BR se diferenciam. Há vários postos GNV na saída de Curitiba. Não é necessário aguardar os postos da estrada para um preço mais barato. O valor médio da gasolina aqui é R$2,59. A estrada é duplicada até Florianópolis, trecho o qual foi todo privatizado a R$1,20 o pedágio. São 4 pedágios entre Curitiba e Florianópolis. A partir de então, há trechos da antiga BR-101 que ainda estão sendo duplicados e gera engarrafamento nos afunilamentos. Portanto… paciência!

Relato do trecho: Saímos por volta das 9:30 am de Curitiba. A previsão de chegada era de 16:30 em Torres. A viagem foi tranquila e sem paradas. Parar para quê ? hehe Brincadeira a parte, o Periquito estava ainda na média de 14 km/l e vimos que não seria necessário parada para abastecimento. Além disso, não há muitas paradas para almoço na beira de estrada após Garopaba SC. Há tráfico intenso de caminhões e a presença de carros argentinos só aumenta.

Relato do local: Torres é uma cidade maior que pensei. 200.000 habitantes e boa infra-estrutura turística. A cidade é a principal cidade de veraneio do Rio Grande do Sul, com muitas famílias do interior do estado que possuem casas na cidade. Para se locomover na cidade é fácil e as ruas são bem sinalizadas.

Para comer a noite gostei do Molhes, que está no conjunto de restaurantes próximo ao rio que corta a cidade ( Filé com molho de Champignon R$29,00 ). Diversão noturna é fraca na cidade durante a semana. A partir de quinta-feira pode ser conferido o Night Life Pub, referência .Durante o dia a um restaurante a quilo bastante movimentado em  , a R$20,00 o quilo. Para dormir optei por uma pousada que na hora descobri que se tratava de aluguel de quartos hehe! Roubada que no final não esquentei cabeça e fiquei assim mesmo. Trata-se da Dona Graça tel. A R$70,00 o quarto. Não recomendo.

Atrações: A principal praia é a Praia Grande, que faz jus ao nome. Ao final da praia, ao sul, está a principal característica da cidade: as falésias. São três falésias nas quais é possível subir por uma trilha a pé de fácil dificuldade. De lá dá para se ver kilômetros do litoral rio grandense e um por do sol incrível.

Torres - RS

Na primeira falésia está o farol de Torres, ponto do qual se pode pular de paraglider. De lá pode-se também avistar a Ilha dos Lobos, ponto de descanso para Lobos Marinhos em migração ( um dos apenas dois pontos na costa brasileira onde esses animais descansam ). Abaixo o tracklog para a trilha das falésias.

Dia 3 Mudança de itinerário de última hora que deu certo


Trecho: Torres RS x Florianópolis SC

Distância: 270 km ( que aumentou devido um “desvio” que optamos pelo caminho )

Relato: Pela manhã visitamos o restante da cidade, rodando após a Praia da Guarita ( ao sul da Praia Grande ). Nessa parte do litoral de Torres é possível rodar de carro pela orla, coisa típica do litoral rio grandense que não costumo ver no resto do país. A areia é fina e socada e não há perigo de atolamento mesmo rodando com um 4×2.

Praias ao sul de Torres onde é possível chegar de carro até a água.

Após conhecermos esse trecho e visitarmos o farol de Torres, iniciamos o trecho de volta a região de Florianópolis, com parada em Garopaba. No entanto, ao por Tubarão percebi placas indicando a Serra do Rio do Rastro. Lembrei dos belos relatos de amigos que já passaram pela sensacional estrada que sobe as montanhas da região, a SC-438. Olhei no mapa e vi que apenas 50 km separavam Tubarão de Lauro Muller, cidade onde a estrada começa.

Ao entrar em Tubarão, tente se guiar por placas indicando Gravatal e a SC 438. A saída fica a oeste de Tubarão. Abaixo da BR-101 há um retorno que leva a SC 438. O caminho é bem sinalizado e está registrado no tracklog deste post.

Vista do Mirante na Serra do Rio do Rastro.

A vista do mirante é incrível. Após o mirante está São Joaquim ( 53 km ), considerada a cidade mais fria do Brasil devido sua elevada altitude e latitude.

Vista do Mirante da Serra do Rio do Rastro - SC

Visitante no Mirante, comendo na mão dos turistas.

Conhecida a serra, retornamos a Florianópolis. Infelizmente deixamos Garopaba para trás dada a hora avançada e o desejo de chegar em Floripa ainda de dia. O que não adiantou. Chegamos já de noite numa chuva danada e um trânsito dos diabos. Surpriendi-me com o tamanho da ilha na qual está Florianópolis e com o conturbado trânsito de alta temporada. No entanto, a cidade é bem sinalizada e não tivemos dificuldades para chegar até a Lagoa da Conceição ( parte sul da Ilha ).

Uma boa diversão noturna para quem está na Lagoa e curte uma boa banda ao vivo é o Jonny Bull, na Avenida das Rendeiras. R$30,00 a entrada. No entanto, vá com roupas leves porque o lugar é fechado e não há ar-condicionado suficiente! Ou melhor, é uma verdadeira sauda musical hehe! http://www.johnbull.com.br/ Encaramos a sauna musical após ter rodado mais de 500 km e 7 horas de viagem. Por sorte a cerveja é bem gelada…

( as georeferências serão inseridas no post ao final da Rumo Sul )

Dia 4 : Floripa faz jus a fama

Trajeto: praias na Ilha de Santa Catarina – Florianópolis: Campeche, Joaquina. Ao final, um descanso pela Barra da Lagoa – Fortaleza. +-50 km

Relato do dia: Primeira manhã em Floripa e a espectativa era grande. Felizmente o dia amanheceu claro e a chuva da noite anterior havia ido embora. Iniciamos tentando nos deslocar para a Praia da Joaquina e suas grandes dunas, onde é possível fazer SandBoard com pranchas que são alugadas no local. A questão é que percebemos o quão difícil é se deslocar na ilha nessa época, principalmente na Lagoa da Conceição, onde estávamos. A região é excelente para se hospedar, bem central e com um bom comércio no Centro da Lagoa ( postos de gasolina, supermercado, bares, música etc ), mas de trânsito complicado durante a alta temporada.

O cruzamento entre a Avenida das Rendeiras e a Rua Vereador Osni dá uma grande espera para aqueles que estão vindo da Lagoa pela Vereador. Sendo assim, preferimos dar meia volta e ir para a praia do Campeche pela Vereador Osni. Logo reparamos que as distâncias aqui são longas e os engarrafamentos constantes, portanto, resolvemos abastecer para evitar transtornos. A gasolina na costa da ilha é por volta de R$2,76, de longe o petróleo mais caro que irá encontrar por toda a viagem. Portanto, abasteça antes de adentrar na ilha.

A praia do Campeche fica ao sul da Joaquina, mas não são interligadas por acesso 4×2, ou seja, é necessário passar pela Lagoa da Conceição para se deslocar entre uma e outra, ou então encarar uma caminhada de uma hora a pé, ou, em caso mais raro, ter um veículo 4×4 para encarar as dunas ( eee saudade do jipinho que ficou em casa ).

Praia do Campeche

O Campeche atualmente é conhecido como novo point da rapaziada de Floripa, principalmente próximo ao riozinho que a corta. Portanto, é uma  praia não muito lotada e bem frequentada. Opte pelos estacionamentos a R$5,00 próximos. Alguns inclusive possuem ducha e bar.

Saindo do Campeche às 16:00 resolvemos encarar a Lagoa novamente para ter acesso a Praia da Joaquina. Dessa vez o trânsito estava melhor e conseguimos em 30 minutos chegar até a praia, já que o trânsito pesado estava em sentido contrário. A Praia da Joaquina não tem lá uma extensão tão grande, mas é bem badalada, de água gelada e grandes ondas, o que chama muitos surfistas.

Praia da Joaquina vista das pedras na parte norte da praia

Ao final do dia, decidimos ver o pôr do sol na Praia Mole. Trânsito pesado no sentido contrário, com tempo entre a entrada para a Fortaleza e Ponte da Lagoa da Conceição por volta de 50 minutos. Infernal. O problema foi que, felizes por não termos pegado tal engarrafamento, passamos batido pela praia hehe! Há boa sinalização para se chegar lá a partir da Praia da Joaquina, no entanto, a Praia Mole não é visível por quem vem na estrada, nem há sinalização do tipo “você chegou aPraia Mole”. Com exceção do mirante, que fica bem na beira da estrada de acesso a praia. Resultado: passamos batido e era tarde demais para retornar devido o grande congestionamento.

Ponto de engarrafamento na Lagoa da Conceição

Com o sol já posto, resolvemos passar o tempo tomando uma cervejinha ao invés de aguardar dentro do carro num engarrafamento de quase 1 hora até a Lagoa. O bar da vez fica na Fortaleza da Lagoa. Ótimo atendimento, estacionamento próprio sem custo e boa localização. Só as porções pequenas que deixam a desejar.

Bar na Barra da Lagoa. S 27 35.298 W 048 26.052

Pela noite pesquisamos opções e o quente era a tal Confraria das Artes. 100 pratas a entrada masculina ( na sexta é R$160,00 ) e preferimos ficar pelos bares do Centrinho da Lagoa mesmo! A ilha é bonita mas cheia de opções digamos … finas !

Dia 5 : Norte da Ilha e despedida

Trajeto: Lagoa da Conceição x Praias do Nortes: Jurerê e Praia dos Ingleses. +-90 km ida e volta

Relato do dia: Acordamos e já nos preparamos para encarar as praias do norte. Há duas opções da lagoa para lá. Você poderá ir pela SC 406, via Praia do Moçambique ( gigantesca ), pelo leste da Ilha ( parte oceânica ) ou pela SC  404 + SC 401, pelo oeste ( parte voltada para o continente ). Via 401 é o caminho mais curto e mais preparado para trânsito pesado, no entanto, tem problemas de engarrafamento durante o trajeto inicial que leva até ela, pela 404.

Optamos pela rota oeste mesmo, já que eram já 10 da manhã e a probabilidade de trânsito pesado pequena. Em menos de 30 minutos fomos da Lagoa até Jurerê.

Praia do Jurerê: Praia de elite de Florianópolis. Um belo bairro de mansões e organizadas ruas cerca a praia, no que é chamado de Jurerê Internacional. Não é necessário pagar estacionamento. Chegando pela manhã, poderá parar a cerca de 300 metros da praia nas quadras no bairro em estacionamento permitido ao longo das ruas. A via principal acaba num Heliponto de uso comum, no qual estava chegando um helicóptero bem na hora que chegamos a praia.

A praia tem areia clara e mar tranquilo, bom para crianças. Na orla estão localizados seus famosos clubs: estruturas montadas bem na beira da areia com belos decks e tendas com animação durante o final da tarde. O DaMontanha conferiu o clube P12 – Parador em S 27 25.952 W 048 30.802. A programação com DJ começa a partir do meio-dia e entrada por volta de R$80,00. ( Há clubes mais restritos )

Praia do Jurerê, vista do Mirante no caminho para o Forte

Fortaleza de São José da Ponta Grossa

Continuando a pé pela orla da praia em direção ao norte, pode ser conferida a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, que divide Jurerê da Praia do Forte. A fortaleza ainda está bem conservada. A trilha entre as duas praias percorre os arredores da Fortaleza, onde se pode fazer um bom descanso abaixo das árvores do local. A caminhada da parte central de Jurerê até a Fortaleza dá em torno de 30 minutos. É possível ir de carro de Jurerê até a Praia do Forte passando pela rua ( subida ) atrás da fortaleza. A Praia do Forte é mais tranquila e adequada para um descanso com cerveja gelada na beira da orla.

Passeio de Barco

Por volta de uma da tarde recebemos um convite para um passeio de barco pela Lagoa da Conceição. Assim, a Praia dos Ingleses ficou para a próxima e topamos o convite. O passeio começa a partir do Terminal de embarcações próximo a entrada para a praia de Moçambique, na SC 406. Para se chegar lá, a partir das praias do norte da ilha, vá pela SC 406 até visualizar a placa para a Praia de Moçambique. Após a entrada esquerda para essa praia ( uma estrada de chão ) , rode por aproximadamente 2 km e verá uma placa indicando Terminal à direita ( leste, ou seja, Lagoa da Conceição). Entre a direita por uma estrada com cascalho ( em S 27,55 e W 48,43 ). Nela rodará por aproximadamente 600 metros até o Terminal.

O Terminal é administrado por cooperativas que operam na lagoa. Por R$3,30 você pode comprar uma passagem de ida até o outro lado da lagoa. São dois pontos de destino: o primeiro, a 15 minutos, ficam três restaurantes, inclusive o do Índio, no qual almoçamos uma rodada de frutos do mar ( R$70,00 para quatro pessoas). O outro, o qual não visitamos, fica a 40 minutos próximo da ponte da Lagoa.

A partir do Restaurante do Índio é possível visitar uma bonita cachoeira ( S 27,543593 W 48,463834 ) numa caminhada de 15 a 20 minutos a pé que passa pela vila de casas do local e depois trilha fácil em mata fechada.

Cachoeira na Lagoa da Conceição, só acessível por barco + trilha a pé

Praia do Moçambique

Após o agradável passeio de barco, almoço e mergulho na cachoeira, tomamos a SC 406 em caminho contrário, rumo as praias do norte, e fomos em direção a Praia do Moçambique, praia com maior extensão na ilha. Nela não há infra-estrutura para alimentação ou casas, pois se encontra em reserva. O mar aqui é bravo e os salva-vidas ficam atentos. Praia boa para quem quer sossego na areia.

Finalizamos o dia no Centro da Lagoa no lounge Vecchio Giorgio. É um espaço agradável localizado bem na beira da SC 404, já saindo do Centro da Lagoa em direção ao interior da ilha, onde se tem uns 5 lounges um grudado no outro próximos ao Confraria das Artes. O Giogio tem música ao vivo bem praiana e chopp gelado. R$20,00 a entrada. Recomendo o local. http://www.vecchiogiorgio.com.br

Dia 6 : Retorno de Floripa até Curitiba passando pelas tranquilas e pequenas praias em Areia de Baixos e Armação ( Governador Celso Ramos ) e finalizando em Bombinhas.

Trajeto: Florianópolis – Praias das Areias de Baixo e de Cima – Curitiba

Relato do dia: Saímos de Floripa já tendo em mente a entrada à direita para a  SC-410 a partir da BR-101. A idéia de fazer esse trecho foi de que recebemos indicações de praias tranquilas por essa região, sem muito trânsito, e que valiam a pena serem visitadas. Além disso, estavam no caminho de volta para Curitiba. Veja que jogo abaixo está o litoral norte de Florianópolis. Segue mapa.

Roteiro pelo litoral próximo a Governador Celso Ramos

As praias da região realmente são bastante sossegadas e boas para descanso. Começamos por Areia de Baixos, passamos pela Ponta da Mata-Mata e terminamos num almoço próximo a Ganchos num restaurante modesto de beira de estrada, com uma ótima vista, chamado Bombordo ( S 27,314573 W 48,558630 ).

Praias pela SC-410 x Estrada Areia de Baixos em Gov. Celso Ramos

Tracklog Floripa x Areia de Baixos – clique aqui

Feita volta pelas praias da SC-410, retornamos a BR-101 com destino a Bombinhas. Eram 14 horas e provavelmente não pegaríamos trânsito em Porto Belo, gargalo de acesso para a praia de Bombinhas. Caso desse tempo, iríamos passar por Balneário do Camboriú com destino a Praia Brava em Itajaí para lá acompanhar o pôr do sol.

Bombinhas

Bombinhas realmente é uma praia bonita, com água azulada e bem transparente. No entanto, as construções estão próximas da orla, o que a torna estreita. Além disso, a praia, apesar de oferecer boa infra-estrutura com supermercados e grande comércio, fica bastante cheia de turistas, o que torna a saída de lá até a BR-101 demorada após as 17 horas ( cerca de 1 hora ).

A parte mais tranquila está ao sul da cidade, no final da avenida que corta Bombinhas, próximo a Praia da Lagoinha, ao lado do Camping do Padre ( S 27,144885 W 48,477696 ).

Praia da Lagoinha - Bombinhas

Saímos de Bombinhas por volta de 17:30 e já em Bombas o trânsito era lento, praticamente parado devido um sinal de trânsito inapropriado  em Porto Belo.

Nota: Os problemas de trânsito no litoral caterinense são em maioria facilmente resolvíveis, mas falta preparo e bom senso dos órgãos de trânsito locais. Ex1.: o sinal em Porto Belo poderia ser desativado de 17 h às 20 h enquanto um guarda coordenaria a passagem, reduzindo muito o tempo de espera. Em nenhum momento foram encontrados guardas de trânsito por toda a região.

Como o dia já estava escurecendo, optamos por abortar Itajaí e seguirmos direto para Curitiba. A BR-101 nesse trecho é bastante movimentada, no entanto, está toda pedagiada e duplicada, o que garante fluidez.

Dia 7 : Conhecendo Curitiba num domingo chuvoso

(continua)

Dia 8 : Rodar e rodar agora retornando.

Trajeto: Curitiba x Serra da Graciosa x Juiz de Fora.

Distância: 1080 km

Previsão: 14 horas com 1 parada de 1 hora para almoço, descanso e abastecimento.

Relato do dia: ( continua )

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jan 03 2011

Lançamento do DaMontanha.com

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Olá amigos! Andei nas últimas semanas tentando concretizar um velho
desejo que eu tinha: elaborar uma pequena estrutura onde eu pudesse
disponibilizar material das minhas viagens pelas quais muita gente
pergunta, pede referências, informações de pousadas, coordenadas para
GPS etc.

Assim, em setembro decidi montar isso em forma de blog mesmo, e dessa
maneira nasceu o DaMontanha.

Documentei alguns poucos lugares pelo cerrado mesmo, apenas para eu ir
aprendendo comigo mesmo o formato ideal para esses registros, de
maneira que ficasse agradável para quem lesse. Não é nem 1% do que
tenho ainda para disponibilizar, mas fica de gostinho. O diferencial
do blog em relação aos inúmeros blogs de viagem por aí é a preocupação
em fazer que os as viagens possam ser executadas por novos viajantes
solitários de maneira georreferenciada, com o cuidado de
disponibilizar tracklogs e arquivos kml para Google Earth, coisa que
raramente encontro quando pesquiso alguns destinos. Bisnau e Bom
Sucesso já foram posts com esse formato, confiram. Até março sai a
Minas Dágua 4×4 ( Sao Thomé das Letras, Carrancas e etc em jan 2008 )
e Trilha a pé Salkantay para Machu Pichu – Peru ( maio 2010 ).

Bom, o DaMontanha já é realidade e pode ser acessado em
www.damontanha.com. Ainda está simples mas não tenho como adiar mais
seu lançamento. E para começar oficialmente fazendo bonito, irei
relatar em tempo real a Rumo Sul, viagem que começa amanhã às 7 am de
Minas Gerais ( Juiz de Fora ) até Torres, no Rio Grande do Sul. No
total serão aproximadamente 3.300 kilômetros, percorrendo os Estados
de Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul a
bordo do meu 4×2 Palinho 2003, o Periquito ( ele não acelera… pia !
), já devidamente preparado ( preparo: tem óleo e gasolina hehe!
brincadeira…. ). A ida será por asfalto e a volta com alguns trechos
de terra por serra ( Graciosa etc ) O post será descrito em várias
partes, com fotos, vídeos e tracks, será o primeiro feito em tempo
real.

Desejo bom proveito do blog e um bom verão para todos. Melhor ainda
com o pé na estrada!

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dez 28 2010

Pirenópolis a partir de Goiânia – Cachoeiras Bom Sucesso

Mapa de estradas

Novembro e um fim de semana despretencioso em Goiânia. Amanheci com um domingo ensolarado. Como meu irmão recém-chegado ao cerrado não conhece Pirinópolis – GO, lugarzinho mais que conhecido pelas pessoas de Brasília, não perdoei: bora!

Portanto, hoje o destino é velho e conhecido por quem é de Brasília: Pirenópolis – GO. A origem do nome dessa cidade histórica, uma das principais do estado de Goiás, vem nos antigos habitantes da região: os Pireneus. A cidade merecia até um longo post no DaMontanha. No entanto, como existem informações de sobra sobre o local, a novidade para mim foi a rota a partir de Goiânia e as cachoeiras da Fazenda Bom Sucesso, a menos de 10 km do centro de Pirenópolis.

A rota era conhecida e curta: +-50 km BR-060 até Anápolis, 10 km pela BR-153 até o trevo para Corumbá de Goiás onde pegará a BR-414,  50 km pela BR-414 até o trevo da GO-338 em Planalmira, estrada que rodando 10 km leva a Pirenópolis.

A Fazenda Bom Sucesso está sinalizada ainda em Pirenópolis. Subindo a rua das altas palmeiras, seguindo a placa “Cachoeiras” se chega ao final da cidade e é obrigado a virar à direita, onde há a placa Fazenda Bom Sucesso. A partir daí são aproximadamente 8 km de estrada de chão tranquila para carros de passeio.

A fazenda conta com restaurante e estacionamento. Na sede, há uma pequena lanchonete. E acredite… fazem um gostoso alfajor por lá! Sim, longe da Argentina e a R$2,00 a unidade.

A trilha até as cachoeiras começa pelo curral. É uma caminhada de média dificuldade, de cerca de 30 minutos. Vá direto ao Poço Azul, ao final da trilha, e resista à tentação de parar nas outras 4 cachoeiras que estão pelo caminho, pois você poderá curtí-las ao voltar. O trecho entre a cachoeira Bom Sucesso e o Poço é pesado, tem que escalar um pouco. Mas há cabos de aço pelo caminho para ajudar.

Curtam o caminho e essa boa trilhinha com 5 quedas que pode ser feita numa tarde !

Tracklog Aqui

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nov 30 2010

Cachoeira do Bisnau – Parte 2 – Chuva

Conforme prometido, vamos com o post de um dia de trilha pela Cachoeira do Bisnau, descrita no último post. O conteúdo aqui não tem a característica informativa dos demais artigos, mas é um relato emocionante de uma incursão em mata ao final do dia com vários erros e intempéries.

Ponto no Google Earth ( clique aqui )

Quando cheguei ao local, às 16 horas, na parte de cima da cachoeira, gostei do que vi: um belo trecho de rio em pedra nua que desaguava num bonito vale.

Cachoeira do Bisnau, parte de cima
Cachoeira do Bisnau, parte de cima

Cheguei na beirada e verifiquei que a descida até a base pelas pedras era realmente complicada, dado que era uma queda livre de aproximadamente 10 metros. Além disso, não queria me desvencilhar da minha mochila, que continha alguns pequenos equipamentos, mas atrapalharia uma descida a mão nu. Eu sabia da existência de uma trilha contornando a cachoeira, mas devido horário, queria um caminho mais rápido. Nesse caso o que seria rápido tinha elevado grau de dificuldade e parti para essa trilha relatada em

Matéria sobre o Bisnau – Formosa – GO

Pela minha recordação da matéria, a chegada à base da cachoeira era pela sua direita. Procurando o inicio da trilha por lá, encontrei o rastro e então o segui, passando por uma conservada roda dágua e algumas cercas de arame liso.

Roda Dágua no Bisnau

Após alguns minutos de caminhada, começam as descidas fortes. Até aí tudo bem, até que … chuva! O tempo estava já fechado mas naquele típico “nuvem rodiando” das chuvas de novembro … paguei para ver. E o preço foi caro, porque veio um belo pé d’água! Os primeiros minutos de chuva numa mata são interessantes porque como as árvores estão secas, demora acumular água nas folhas e assim gotejar abaixo delas. Você, então, tem tempo para tranquilamente pensar no que fazer, sacar uma capa chuva e proteger seu equipamento. Foi o que fiz.

Neste ponto foi a decisão crucial que deu origem ao motivo dess post: voltar para casa seguro, mas frustado por não conhecer o local por inteiro, ou conhecer de ponta a ponta, fazendo fotos e coletando coordenadas? Decidi por continuar, mesmo com chuva pesada e barrancos cada vez mais íngremes… primeiro grande erro, dado que já eram quase 17 horas.

Calculei que chegaria ao rio em 10 ou 15 minutos segundo relatos. E foi realmente o tempo que levei. Segundo erro: não chequei meu GPS após a roda dágua. Em mata fechada é um procedimento importante, dado que mesmo os GPS mais modernos podem perder o sinal nessas situações… E meu velho Garmin 60C não deu conta. Chegando rio verifiquei que o sinal já havia desaparecido há tempos…

O rio estava cheio, mas tranquilo. Neste ponto fiz algumas fotos e pasmem… sabe aquelas fotos ou situações meio sinistras que dão um frio na espinha quando registrados? Explico: Uma das fotos que fiz na chuva, do rio, saiu esse vulto aí, até parecido comigo, só que eu vestia azul, não branco.

Amigo em Bisnau

Lembrem-se de  que eu estava completamente sozinho no local. Percebi a foto só quando cheguei em casa. Talvez foi sujeira e água na lente. Mas quer saber ? Talvez fosse sinal de um bom amigo ajudando no perrengue que estava por vir …

Caminhei rio acima por alguns minutos, até finalmente chegar à base da cachoeira, realmente bonita vista de baixo. Fiz algumas fotos e finalmente decidi voltar. Missão cumprida.

Pé da cachoeira do Bisnau

Porém, feitas as fotos ao pé da queda, começou o problema…

Terceiro erro: Ignorei o fato de que chuva forte em mata inclinada é capaz de formar pequenas enxorradas, facilmente confundíveis com trilhas feitas por pessoas ou animais. E assim me perdi, não conseguia mais localizar a trilha de volta. A mata fechada e bastante inclinada dificultava perceber por onde exatamente a trilha passada. E cada tentativa custava caro, alguns minutos empurrando galhos e pisando em amontoados de folhas que às vezes escondiam buracos e cipós.

Eram 18:00 e eu nem havia começado a trilha de volta. Nessas horas é complicado manter a razão em sua totalidade porque se está lutando contra o tempo e os limites do corpo, afinal, já estava começando a ficar cansado para valer caminhando morro acima pela mata.

Decidi assim que voltar ao pé da cachoeira seria o mais seguro, pois caso eu realmente não encontrasse um caminho de volta poderia ser encontrado ali por pessoas da fazenda próxima ou algum tipo de socorro. E assim começou minha segunda tentativa para voltar para casa: tentar subir as pedras da queda. A subida em tempo seco acredito ser possível, dado que se tem aderência e alternativas até o topo. Não há tanto lodo. Mas com chuva era bastante complicado. Após conseguir chegar quase a metade da escalada, percebi que a partir dali um escorregão poderia resultar em ferimento grave, já que era uma queda livre de mais ou menos 5 metros. É triste olhar para cima e ver que apenas mais 7 metros de altura separam você da sua volta para casa, mas o risco não compensava. Ao descer, quase chegado a solo firme, minhas pernas já estavam bambas e não eram as mesmas do início da trilha. Resultado: um tombaço escorregando de bunda que resultou numa bela pancada no cotovelo direito, mas nada grave, só mais um corte! Pensei: só faltava esta, sozinho, em condições adversas e um braço quebrado hehe! Gritei de dor, afinal, era um motivo para gritar e de repente ser ouvido :-D

Em solo firme novamente, fiz minha terceira tentativa: contornar a cachoeira pelo lado esquerdo do rio. A geografia do local era extremamente desfavorável a usar um caminho que não fosse a trilha “tradicional” que não consegui localizar. A margem esquerda era coberta por mata fechada e uma pedra enorme ( foto abaixo com cipó), de mais ou menos trinta metros de largura que impedia de eu chegar a mata da parte de cima da cachoeira. Fui até o final da pedra para a contornar e lá a subida era feia e, pelo que calculei, já longe da margem esquerda do rio. Seria uma volta muito longa. Retornando ao abrigo que encontrei próximo a cachoeira, encontrei esse cipó que poderia usar para escalar cerca de 5 metros.

Cipó em Bisnau que poderia me levar de volta para casa

Encarei a empreitada. Seria semelhante a subida militar em corda. Assim como a tentativa anterior, seria complicado desistir caso chegasse próximo ao topo. Tentei! E estava indo bem, como vestia calça, que já estava ensopada, as pernas tinham aderência para realizar o movimento de travamento. O problema é que, mesmo eu testando antes a resistência do cipó, ele cedida alguns centímetros a cada metro que eu avançava, o que foi tornando perigosa a subida, pois se cedesse de vez, seria um tombaço. Infelizmente, para minha segurança, desisti da terceira alternativa.

Eram 18:35 e só restava provalmente mais 30 minutos de luz. Eu tinha uma pequena lanterna de 1 led que só serviria para dar conforto ao abrigo e localizar cobras ou algum animal próximo, não para andar no breu em mata fechada. Afinal, eu saíra de casa para um rápido passeio, longe de ser uma incursão longa em mata, com provisões e etc.

Fiz uma breve oração, lembrei dos meus amigos que sempre pedem para mim segurar a onda e pensei: vou para o tudo ou nada e, assim, abro mão do abrigo ou fico aqui. Ir para mata teria a possibilidade de que, se escurecesse comigo ainda na mata, eu teria que dormir lá em cima mesmo, longe do abrigo. Nessa hora, apesar de já muito cansado e um pouco fraco ( não levei comida ) eu pensava com muita lucidez, pois não poderia mais errar.

Encarei a complicada mata da margem esquerda. O meu consolo era que na minha memória, quando eu visitara há 2 horas atrás a cabeceira da cachoeira, a mata chegando ao rio era mata de cerrado, mais aberta. Ou seja, eu tinha 20 minutos de luz para atravessar aproximadamente 200 metros de mata fechada íngrime e mais uns 200 metros de mata rala, dando possibilidade de ter contato visual com a parte de cima do rio e assim voltar para casa.

E assim foi. Minha capa de chuva estava já quase completamente rasgada, mas foi excelente para me proteger de espinhos e aranhões fundos. Era tudo ou nada! De que serviria a capa de chuva se eu não mais usaria o abrigo?

Quase chegando ao trecho de mata rala, meti a mão numa pedra e tomei uma picada com dor muito aguda na mão direita. A essa hora já não olhava mais por onde andava ou botava a mão. Não consegui identificar se foi alguma aranha ou pequeno inseto. Aguardei alguns segundos e percebi que o veneno atuava somente no local, dando uma dor forte, mas não levava a dormência nem ampliava a área afetada, era semelhante a picada de um marimbondo. Feliz, continuei por mais alguns minutos, quando, para meu alívio, às quase 19 horas de horário de verão, tive a visão abaixo.

Caminho de volta no Bisnau

Graças a Deus! Era a margem esquerda do rio, na parte de cima, próximo ao local da primeira foto deste post. Finalmente, eu podia voltar para casa.

Já no carro, passei pela sede da fazenda e nem sinal do Seu Gil ou alguém por lá. Eu realmente dormiria sem socorro no local, pois também devido outro erro, fiz tal passeio de última hora, sem avisar pessoas próximas. Banho quente e cortes por todo o corpo… como é bom estar seco em casa!

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nov 21 2010

Cachoeira do Bisnau

Cachoeira do Bisnau vista de frente

Com o caminho fresco na cabeça, a dica de hoje é a Cachoeira do Bisnau, a 130 km de Brasília, localizada no distrito de Bezerra, no município de Formosa-GO. Uma cachoeira encrustada em mata fechada, rara no cerrado.

Local:
Ponto no Google Earth

Características:
Rústico. Da sede da fazenda à parte de cima da cachoeira é aproximadamente 1 km, que pode ser tranquilamente feito por veículo 4×2. O responsável pela propriedade é o Sr Gil. Para quem não quer se esforçar, é um prato cheio, pois o estacionamento da cachoeira é ao lado dos laguinhos para banho. Próximo ao estacionamento há 1 banheiro e mesas rústicas para refeições.

Estrutura ao pé do rio, na parte de cima da cachoeira do Bisnau

No entanto, para visualizar a cachoeira de frente é necessário descer uma trilha pelo lado direito do rio, com nível de dificuldade alto em alguns pontos de barranco. A descida leva em torno de 30 minutos.

Caminho até a cachoeira:

De Brasília, vá em direção à saída norte ( Sobradinho ) para pegar a BR-020 ( Brasília x Fortaleza ). Siga em direção à Formosa. Após Formosa, continue pela BR-020 e passe pelo Distrito de Bezerra ( quebra-molas ). Aproximadamente 10 km após Bezerra, haverá ao lado direito da pista 2 pamonharias. Esta é a entrada para o Bisnau.

A partir da Pamonharia, pegue a única estrada de chão que sai entre as 2 pamonharias. Após o segundo mata-burro haverá uma estrada à esquerda, em direção a um vale que pode ser visualizado de longe. Pegue a entrada, ande por uns 300 metros e haverá uma bifurcação. Pegue para a direita e após uns 200 metros observe um muro de pedras à esquerda. Logo a frente estará a sede da fazenda administrada pelo Senhor Gil. Pague R$10,00 e ele abrirá a porteira para o caminho de carro até a cachoeira. Não há dificuldades nesse trecho, apenas uma porteira quase quebrada que deve ser mantida fechada.

Cachoeira do Bisnau vista de cima

Bom, essas são informações técnicas ! :-) Em breve o bom tracklog. No próximo post irão ler o que não se deve fazer numa trilha em mata fechada, ocorrido no próprio Bisnau. É uma história de erros em sequência e superação, num dos meus maiores perrengues em trilhas a pé…

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